| Curando
Almas Perdidas
Por:
Patricia Walsh e Andy Tomlinson
"Quisera
poder mostrar-lhe,
quando você estiver só ou na escuridão,
a surpreendente luz de seu próprio ser."
Hafiz
Introdução
A
idéia de entidades espirituais se apegarem a pessoas e causarem
problemas, emocionais e físicos, é um assunto controverso
há séculos. Historicamente, Xamãs e várias
figuras religiosas têm feito esse tipo de cura. O Xamanismo
é o mais antigo método conhecido e difundido de curar
a mente e o corpo (Some, 1994). Existe, há milhares de anos,
entre as tribos indígenas de todos os continentes. Um exemplo
é João de Deus, no Centro Casa de Dom Inácio,
que curou milhares de pobres no Brasil, por mais de 30 anos, usando
a liberação de espíritos. Outro exemplo é
um psiquiatra inglês, Dr. Ken McAll (1982), um médico
missionário na China, que registrou sua utilização
de cura de espíritos apegados com vários indivíduos
e famílias. O termo ‘Terapia de Liberação
de Espíritos', foi usado primeiramente por William Baldwin
em seu livro com o mesmo título (1991). Desde então,
tornou-se a expressão popular para esse tipo de trabalho.
Um
dos primeiros livros publicados sobre o assunto foi o de um alemão,
Traugott Oesterreich. Ele sugeriu que apego espiritual era um estado
psicológico e que a terapia deveria então ser direcionada
a mudar esse estado (Oesterreich, 1974). Os relatos de pessoas que
tiveram experiências de quase morte (Lancet, 2001) apoiam
o que está escrito na Sabedoria Antiga (Bailey, 1953 &
Powell, 1927), i.e., que com nossa morte física a consciência
deixa o corpo e procura a luz. Em seu livro 'Destino das Almas’
o Dr. Michael Newton (2002) registrou as experiências de vida
após a morte de centenas de pessoas após suas mortes
em vidas passadas. O objetivo último da consciência
encarnada é a reintegração, após a morte,
com a parte imanifesta da alma. Porém, se após a morte
do corpo físico isso não ocorrer por alguma razão
(normalmente devido a uma experiência traumática) um
fragmento da energia da consciência fica presa à Terra.
Essa energia presa à Terra, às vezes, é chamada
de fantasma ou entidade, que vaga perdida numa dimensão onde
espaço e tempo não existem, na forma em que nós
os conhecemos. Essas energias não estão condenadas
espiritualmente, mas perderam o caminho correto. Também pode-se
pensar em fantasmas como complexos psicológicos que ficam
vagando. Na realidade, em quase todas as visões relatadas
de fantasmas, dizem que eles ficam repetindo as mesmas ações
como se estivessem presos num ciclo infinito de repetição.
Esse é o efeito fragmentador que um trauma tem sobre a psique,
não é a totalidade da energia da alma que fica presa
à Terra, mas sim o aspecto ferido e traumatizado da personalidade
original encarnada. Às vezes podem ficar com seu próprio
corpo morto, ou ficar perto de um local que lhes é familiar,
ou podem se apegar a outras pessoas (Baldwin, 1995, Lucas, 1993,
Fiore, 1987).
Às vezes as entidades ficam presas à terra porque
não têm consciência de que seu corpo físico
está morto, o que freqüentemente ocorre com uma morte
súbita em acidentes, batalhas ou guerras. Alternativamente
elas podem permanecer atraídas a uma pessoa amada ou, podem
desejar permanecer na Terra porque o atração ao mundo
material é muito forte para partirem. Freqüentemente
uma entidade dirá que entrou num corpo vivo para confortar
ou ajudar aquela pessoa (Irlanda-Frey, 1993). Questionando um pouco
mais essas entidades identificamos que elas buscam algum tipo de
benefício para si, sem ter consciência de que sua presença
é prejudicial a si mesmo e ao outro. Após a morte,
a consciência continua ouvindo a fita de suas emoções
ou percepção corporal na época da própria
morte, geralmente amplificada muitas vezes (Rinpoche, 1992). Como
resultado as entidades são atraídas a pessoas com
complexos emocionais semelhantes, num tipo de ressonância
psíquica. Pode ser um tipo de desejo como violência,
sofrimento ou o vício com bebidas ou drogas. Elas podem se
identificar com um tipo de emoção como raiva, depressão
ou culpa. Às vezes a entidade só quer um pouco de
companhia e é atraída pela compaixão do anfitrião.
Normalmente, as pessoas estão protegidas do apego de entidades
externas ao seu campo energético, ou corpo sutil, de forma
semelhante às células brancas do sangue que protegem
o corpo da invasão de vírus. Porém, quando
essas defesas estão baixas as pessoas ficam vulneráveis.
Isso pode ocorrer durante uma permanência no hospital, uma
doença séria ou épocas de intensa angústia
emocional.
Gerry
tinha quarenta anos e trabalhava para o corpo de bombeiros numa
cidade norte-americana. Ele foi o primeiro em chegar ao píer
de um lago onde uma vítima de afogamento havia sido puxada
da água. Ele aplicou a ressuscitação boca a
boca e ficou com raiva por não ter surtido efeito. Gerry
então teve um comportamento diferente do seu normal em tais
circunstâncias. Caminhou até o hospital para onde o
corpo havia sido levado e tentou entrar na sala de emergência
onde o corpo estava. Ele sentiu uma forte compulsão de ficar
perto do corpo. Outros aspectos de sua vida também deterioraram.
Só ficou claro o que havia acontecido quando o espírito
do menino que se afogara foi libertado dele. Seus fortes sentimentos
negativos de raiva tinham aberto uma brecha em sua proteção
normal contra apegos de entidades.
De: "Terapia de Liberação de Espíritos"
por William Baldwin
Outra fonte de apego é quando parte da energia da alma fica
presa a outras pessoas devido a questões inacabadas. Embora
a alma tenha a habilidade de dividir sua energia, a energia inteira
tem uma ligação de comunicação à
alma (Newton, 2002). Numerosas sessões de terapia de vidas
passadas que foram relatadas, mostram que o apego de entidades também
pode ter sua origem numa vida passada e permanecer apegada por muitas
vidas. Um exemplo é o comandante de um exército que
tem um apego à suas tropas pela culpa de ter conduzido-os
à morte. Outro exemplo é a energia do senhor de escravos
presa aos escravos por haver açoitado-os cruelmente até
à morte. Trabalhar com essas partes perdidas da alma e curar
as questões inacabadas também é um foco principal
para terapia de regressão de vidas passadas. Ocasionalmente,
as entidades se apegam por vingança, por sentirem que o anfitrião
lhes prejudicou numa vida passada. Esse tipo de entidade permanece
com a intenção de possuir ou destruir o anfitrião.
Judy
tinha resolvido grande parte de sua dor de abuso na infância
com terapia tradicional, e regressão à vida presente
e passada. Durante uma regressão à vidas passadas
ela se viu como escrava de um guerreiro mongol a quem havia sido
dada, ainda muito jovem, para se casar. Ela acabou tendo um caso
amoroso, o mongol achou os amantes e matou a ambos. Devido à
sua ira e por sentir que ela lhe pertencia, o espírito dele
havia ficado apegado a ela. Após a sessão de vida
passada, a raiva dele começou a vir à tona nela e
ele estava lhe enviando pensamentos suicidas, da mesma maneira que
ele a matara no passado, queria mata-la novamente agora.
Na sessão seguinte, ele foi chamado e sua raiva surgiu. Falando
através dela ele berrou "ela é minha". Ele
reivindicou ser muito poderoso e era a raiva dele que o tornava
assim. Foi-lhe mostrado que sua raiva, na realidade, estava possuindo-o,
e que ele não era verdadeiramente poderoso, mas sim um escravo
da raiva. Foi-lhe pedido que visse a fonte de sua raiva, ele regressou
ao tempo em que era um menino assistindo sua família e aldeia
inteira sendo chacinados por invasores. Ele começou a soluçar
com a memória da absoluta impotência que sentira na
ocasião. Ainda menino pequeno, ele suprimiu a dor e fez um
voto de vingança. Então foi promovida e reunião
entre ele e o espírito de mãe morta que lhe urgiu
desistir do ódio que sentia. Nesse momento ele estava pronto
para deixar Judy. Agora eles estavam livres um do outro e curados
das feridas do ciclo insensato de vítima e perpetrador.
Sessão
de Cliente - Patricia Walsh
A energia de alma também pode ficar presa a outros que estão
vivos no presente. Um exemplo é uma jovem apaixonada que
'perdeu o coração’ e nunca conseguiu aceitar
a partida de seu amado. A psicologia tradicional chamaria isso de
pesar, e uma larga gama de técnicas terapêuticas poderia
ser usada com a cliente. O xamanismo chamaria isso de perda de alma
e resgataria o fragmento perdido devolvendo também qualquer
fragmento do amante perdido que o cliente ainda pudesse estar levando
consigo. Outros exemplos são os pensamentos, convicções
e emoções negativas que outros projetam sobre nós
e são interiorizados, especialmente na infância. O
termo psicológico é introjeção. O xamanismo
chamaria isso de fragmento de alma embutido e o trataria da mesma
maneira como qualquer outra forma de apego de energia. As técnicas
de liberação de espíritos também podem
ser aplicadas a esses fragmentos de energia, mas por alguns deles
não terem associação a uma forma humana, são
chamados de entidades não-humanas.
O
foco da terapia de liberação de espíritos é
trabalhar com almas perdidas e fragmentos energéticos da
alma e, libertá-los para se reunirem com sua própria
alma. Em apenas uma sessão esse tipo de trabalho terapêutico
pode trazer resultados benéficos enormes ao cliente libertando-o
de emoções e dores da entidade que estavam infundidos.
Descoberta de um Apego
Enquanto se levanta o histórico clínico do cliente
é útil identificar eventos chave tais como qualquer
doença, cirurgia, perda, tentativa de suicídio ou
depressão. Estes podem ser momentos em que o cliente estava
vulnerável ao apego por uma entidade. O terapeuta pode perguntar
ao cliente se houve qualquer mudança comportamental ou conflito
após esse tipo de acontecimento e perceber frases como "Eu
fiquei diferente depois do acidente" ou "Tive a sensação
de que outra parte de mim assumiu o controle”. Em quase todos
casos um cliente informará sentir-se drenado em algum nível,
como se algo estivesse acessando sua força vital. Eles podem
ter sintomas físicos como dores de cabeça, problemas
respiratórios, compulsões, fobias, desejos suicidas
ou emoções intensas como raiva ou depressão.
Esses sintomas não são necessariamente todos relacionados
a entidades podendo ser o resultado das próprias experiências
psicológicas do cliente. Nos clientes que fizeram terapia
convencional por um tempo e resolveram suas questões psicológicas,
tais mudanças podem indicar uma entidade. Se uma entidade
estiver presente, é freqüente haver mais do que uma.
Às vezes um cliente usará frases ou um tom de voz
inadequado ao seu caráter (Stevenson, 1984). As palavras
da entidade surgem na mente do cliente, vindo do seu subconsciente,
que é o nível em que o apego espiritual trabalha.
Quando a entidade é provocada a falar, usa as cordas vocais
do cliente.
Uma anciã de origem indígena, chamada Clanmel,
veio experimentar uma regressão a vidas passadas. Diferente
de outros clientes, ela não queria que a sessão fosse
gravada em fita. A tentativa inicial de regredí-la a uma
vida passada foi bloqueada, mas foi notado que seu tom de voz tinha
mudado. A senhora de fala tímida e tranqüila agora estava
falando com um tom profundo e usando palavras grosseiras. A voz
disse chamar-se Abraham, o pai dela, disse que estava cuidando de
Clanmel e que não queria que ela fizesse regressão
a vidas passadas. Foi perguntado a Clanmel se ela tinha consciência
da presença de seu pai. Quando respondeu, sua voz tinha recuperado
sua fala tranqüila original, e ela reconheceu que a voz de
seu pai estava freqüentemente com ela desde a morte dele a
vários anos atrás.
Extrato
de uma Sessão de Cliente - Andy Tomlinson
O efeito de entidades invasoras pode parecer ser semelhante à
condição psicológica de personalidades múltiplas.
Muitos casos de personalidades múltiplas podem mostrar ser
entidades, que podem ser libertadas em uma ou duas sessões,
deixando apenas causas psicológicas. Às vezes o cliente
percebe uma voz dentro da sua cabeça e a reconhece, como
no caso de Clanmel, ou podem usar uma frase como, "É
como se outra parte de mim estivesse rindo". Freqüentemente
o cliente não poderá distinguir entre seus próprios
pensamentos e os da entidade. As entidades tendem a criar confusão
na mente do cliente, porque estão promovendo seus próprios
desejos. Algumas entidades podem ter reações negativas
quando são descobertas e observadas e, podem estar usando
vários subterfúgios há muito tempo para permanecerem
invisíveis e escondidas. Por isso é importante o terapeuta
ter cuidado para não mencionar ao cliente qualquer suspeita
de uma entidade. É comum os clientes evitarem ou declinarem
sessões de terapia quando uma entidade se sente ameaçada.
Ocasionalmente o cliente saberá que há a presença
de uma entidade. Sente-se imensamente aliviado de que alguém
o entenda, pois geralmente nunca contaram a ninguém. Quando
há suspeita de uma entidade, o seguinte método pode
ser usado para ajudar o cliente a descobrir sua presença
(Sagan, 1994). Com o cliente deitado confortavelmente de olhos fechados,
o terapeuta pode escanear o campo de energia do cliente, dos pés
à cabeça. Isso é feito com as mãos a
vários centímetros acima do corpo físico do
cliente. O terapeuta precisa ter clareza de intenção
de que está escaneando para encontrar energias que não
pertençam ao cliente. Podem dizer, "Enquanto minhas
mãos se movem acima do seu corpo, perceba qualquer área
que tenha uma sensação diferente da sua própria
energia. Talvez mais pesada, mais grossa, ou mais densa?".
As entidades são algo acrescentado à própria
energia do cliente e freqüentemente, dirigindo o foco consciente
do cliente para isso, eles as percebem. Se o cliente identifica
uma área do corpo onde tem uma sensação diferente
(ou qualquer tipo de descrição que possam usar) pode-se
encoraja-lo a entrar em contato com isso. O terapeuta pode fazer
perguntas como, "Focalize naquela área e me diga o quão
grande parece ser” e " Ela tem uma forma ou cor?"
e “Essa energia está sobre que parte de seu corpo?”.
Em algum momento o terapeuta precisa capacitar a autodescoberta
do cliente a se dar conta de que a energia não é parte
dele. O terapeuta pode dizer, "Esteja atento a qualquer energia
que não pertença a você”.
Se
o cliente puder responder positivamente, o terapeuta pode então
falar com essa presença diretamente, pedindo ao cliente permissão
para a energia usar a voz dele. O terapeuta pode dizer, "Quero
que essa energia, que não faz parte de você, me diga
seu nome. Ponha o pensamento do seu nome na mente de (o cliente).
Diga o primeiro pensamento que lhe vem à mente". Se
essa abordagem não resultar num nome, pode ser que a entidade
não seja humana ou que seja uma entidade escura temerosa
de que fornecendo seu nome dará ao terapeuta poder sobre
si. Alternativamente, pode-se falar diretamente com qualquer presença,
usando as palavras que o cliente está usando para descrever
suas características ou aparência, tudo o que lhe vêm
à mente enquanto explora isso. Nomes como 'Triste', 'Gota
Escura', 'Menininho', ou ' Homem Velho' podem ser usados se for
assim que o cliente descrever a entidade. Em uma sessão,
um cliente descreveu uma dor súbita em suas costas, como
se fosse uma pilha de pedras, assim, durante toda a sessão,
referimo-nos à entidade como "Pilha de Pedras".
Uma vez que o contato é estabelecido com a entidade, o terapeuta
pode falar diretamente com ela e pode descobrir mais sobre a mesma.
Com
prática, a presença de uma entidade pode ser detectada
pelo terapeuta como uma irregularidade, projeção ou
como um buraco no campo de energia do corpo sutil. Se o terapeuta
identifica intuitivamente uma área do corpo onde suspeita
haver entidade residindo, ele pode dizer ao cliente, "Focalize
em seu tórax (pernas, cabeça etc.) e fique atento
a qualquer energia que não pertença a você”.
Nem
todos os clientes ou terapeutas conseguirão sintonizar esse
tipo de energia. Se a mente consciente do cliente não estiver
atenta à presença de uma entidade, sua mente superior
saberá intuitivamente. Pode-se usar sinais de dedos, como
técnica para se comunicar com a mente superior do cliente
(Irlanda-Frey, 1999). A técnica também pode ser usada
pelo terapeuta para descobrir quantas entidades estão presentes,
ou se todas as entidades partiram após a liberação.
Com o cliente deitado, de olhos fechados, os passos seguintes irão
ajudar com sinais ideodinâmicos de dedos (Rossi, 1994). O
terapeuta pode dizer:
"A
mente superior costuma saber mais do que você percebe conscientemente.
Você pode deixar seus dedos falarem por você”.
"Pense e sinta ‘Sim, Sim, Sim’
e imagine qual dedo sua mente superior erguerá para sinalizar
Sim”. (Se dentro de um minuto não ocorrer um
movimento definido, o terapeuta pode continuar com: "Às
vezes é como se um fio invisível estivesse levantando
um de seus dedos").
"Agora pense e sinta ‘Não, Não,
Não’ até que sua mente superior erga
outro dedo na mesma mão sinalizar Não".
(Se dentro de um minuto não ocorrer um movimento definido,
o terapeuta pode continuar com: "Pense bem profundamente dentro
de você, em algo que você definitivamente sabe que não
quer").
"Faça a si mesmo uma pergunta cuja resposta óbvia
é Sim. Por exemplo - o sol está brilhando?”
Pause e assegure-se de que o ‘Dedo Sim' tenha se mexido e
agradeça à mente superior por ter mexido o dedo.
"Faça a si mesmo uma pergunta cuja resposta óbvia
é Não”.
Pause e assegure-se de que o ‘Dedo Não’ tenha
se mexido e agradeça seu movimento.
Uma
gama de perguntas pode ser feita usando o 'Dedo Sim’ e o ‘Dedo
Não' como respostas. Para estabelecer a presença de
uma entidade o terapeuta pode dizer: “Você percebe uma
energia em você que não é sua, que não
faz parte de você? Deixe sua mente superior responder com
o 'Dedo Sim' ou o ‘Dedo Não’". Isso pode
ser repetido para dois pedaços de energia, três e assim
por diante, para estabelecer o número de entidades presentes.
Às vezes a mente consciente do cliente pode não estar
atenta de que seu dedo respondeu, assim é útil o terapeuta
espelhar para o cliente o resultado da comunicação
feita por seus dedos. Nesse momento o terapeuta pode começar
um diálogo com a entidade dizendo: "Quero que a energia
mais forte se apresente e me diga seu nome. Ponha o pensamento do
seu nome na mente de (o cliente). Me diga o primeiro nome que lhe
vem à mente”.
Penny
era assistente social, sentia-se desenergizada e ligeiramente deprimida
há algum tempo e na época em que procurou terapia
havia deixado um emprego de tempo integral por um de meio período
com o mesmo empregador. Sua família comentara sobre suas
explosões de raiva e o temperamento de confronto que ela
desenvolvera. Na primeira entrevista Penny se deu conta de que tais
mudanças tinham ocorrido na época em que soube da
notícia devastadora de que seu filho mais velho havia abusado
sexualmente sua filha de dezesseis durante vários anos, sem
que ela soubesse.
Penny
indicou, com sinais de dedo, a presença de três energias
que não eram dela. O terapeuta pediu que uma delas se apresentasse
e pusesse seu nome na mente de Penny, e Penny disse espontaneamente
"Clive". Ele era uma criança de natureza calma,
que tinha morrido aos dez anos de idade. Ele tinha se perdido e,
uma vez direcionado à luz, foi rapidamente despachado. A
segunda entidade a apresentar-se foi Mary. Ela tinha vinte anos
e tinha uma vida difícil em Gales, em 1816, onde carregava
baldes de carvão nas minas, antes de ser brutalmente apunhalada
no peito e estrangulada. Ela morrera com muita raiva do que lhe
acontecera e tinha sido atraída à raiva de Penny.
Enquanto o terapeuta perguntava a Mary sobre suas emoções
e sensações corporais na hora de sua morte, Penny
contraiu o tórax e começou a soluçar ao experienciar
as mesmas sensações. Penny queria que Mary fosse libertada
rapidamente. Enquanto espíritos de luz escoltavam Mary para
seu lugar legítimo, Penny descreveu sentir como se algo estivesse
lentamente sendo tirado dela. A terceira entidade chamava-se John.
Tinha 52 anos e tinha sido envenenado. Em sua morte sentira dores
nas articulações e sentira dificuldade de respirar
no tórax. Quando lhe foi dito que o corpo de Penny não
era seu lugar legítimo, ele estava pronto para ir para a
luz.
Revisando
a sessão, Penny percebera seus dedos se movendo em resposta
às perguntas do terapeuta, mas pasmou disso ter acontecido
sem qualquer esforço consciente de sua parte. Após
a sessão Penny sentiu-se diferente, suas explosões
de raiva cessaram e ficou mais equilibrada emocionalmente, no trabalho
e na vida social.
Sessão
de cliente - Andy Tomlinson
Descoberta de Apegos de Ancestrais
Muito
freqüentemente os apegos são de membros da família
que, após a morte, não conseguiram desapegar-se da
aflição de um ente amado ou sentem-se compelidos a
tentar completar alguma questão inacabada. Os exemplos são
de mães ou pais que morreram prematuramente, de bebês
abortados e de amantes que juraram cuidar um do outro. Os apegos
de ancestrais também podem ser de ancestrais longínquos,
que o cliente nunca conheceu, mas de alguma forma o ancestral ainda
está tentando completar alguma questão pessoal inacabada
através do cliente. Um modo de descobrir isso durante a entrevista
inicial é pedir ao cliente que preencha uma lista de revisão,
como a que se encontra abaixo e faça uma árvore familiar
de seus ancestrais e parentes por casamento. Quando a árvore
familiar é feita, o cliente pode reconhecer padrões
em seus ancestrais como alcoolismo, solidão ou raiva, ou
quaisquer dos problemas listados abaixo. Freqüentemente o cliente
começará a falar sobre um ancestral específico,
ou o terapeuta pode lhe pedir para revisar a árvore familiar
e meditar um pouco para ver se ele é atraído a um
dos ancestrais. O terapeuta pode dizer: “Feche seus olhos
e tente dialogar um pouco com (o ancestral)".
Lista
de Conferição de Mortes com Possíveis Questões
Inacabadas
Nunca
se casou
Matrimônio sem filhos
Divorciou-se e ficou só
Casado com pessoa de outra raça
Bigamia ou vários casos amorosos
Relação secreta i.e. homossexual
Vítima de violência física com a família
Cometeu Incesto ou abuso sexual
Vítima de agressão, estupro ou tortura
Mãe que morreu no parto
Crianças adotadas
Crianças abortadas ou natimortas
Morte prematura de bebê ou criança
Doença física crônica vitalícia
Morreu de câncer, doença cardíaca ou doença
grave
Desordens de alimentação i.e. obesidade
Nasceu paralítico ou deformado
\paralítico por acidente ou doença
Internado em uma instituição por loucura ou psicose
Doença psicológica crônica vitalícia
Retardamento mental i.e. mongolismo
Personalidade borderline (limítrofe)
Religioso convertido i.e. seguidor de cultos, monástico
Grave fracasso trabalho i.e. falência
Constantes problemas de dinheiro e dívidas
Pobreza
Problemas com jogo
Abuso de álcool ou de drogas
Criminoso ou vida no submundo
Pessoa presa por crime grave
Prostituição
Ovelha negra da família
Pessoa envolvida num segredo familiar
Pessoa que emigrou a um país estrangeiro
Colaborador político ou agente secreto
Vítima política i.e. refugiado
Vítima de campo de concentração ou tortura
Morte prematura por acidente
Morte prematura por guerra
Morte prematura por assassinato
Morte prematura por suicídio
De "Inventário de Vozes Ancestrais" - Roger Woolger
O
pai de Ana suicidou-se quando ela era jovem. Quando foi solicitada
a concentrar-se no pai, ela informou sentir a presença dele.
Ela foi guiada a dialogar com ele e tiveram uma reunião com
muitas lágrimas. O terapeuta então pediu para falar
com 'o Pai' diretamente através de Ana. 'O pai' foi regredido
ao momento de sua morte, que foi revivida por Ana. Ficou aparente
que o peso do suicídio dele era algo que Ana vinha carregando
inconscientemente desde a infância, e estava presente em sua
vida de adulto como um profundo desejo de morrer. Foi perguntado
ao 'Pai' foi se queria que sua filha continuasse a carregar isso
para ele, e o mesmo foi perguntado a Ana. Ambos concordaram com
uma resolução. Foi pedido ao 'Pai' que tirasse o peso
de suicídio de si mesmo e do corpo de Ana. Ana relatou ver
isso como uma bola de aço de energia preta, ser retirada
de seu pulmão direito. ' Foi então pedido ao 'Pai'
que conferisse a linhagem familiar para ver se alguma parte da experiência
tinha origem em algum ancestral anterior. Parecia voltar algumas
gerações ao bisavô dele. O terapeuta encorajou
os ancestrais a passarem isso para trás pela linhagem familiar.
Ana observou esse processo e informou que foi finalmente dissipado
em um buraco negro no espaço. Não surpreendentemente,
mais tarde Ana relatou ao terapeuta que havia descoberto que o lado
paterno da família tinha uma longa história de suicídios.
Ela também informou que o peso no tórax e os sentimentos
de desespero sumiram.
Sessão
de cliente - Patricia Walsh
Freqüentemente as entidades ancestrais precisam simplesmente
contar um pouco de sua história, por várias razões
eles podem ter sido evitados pela família, ou nunca tiveram
oportunidade de falar de suas dores para alguém. Às
vezes precisam ter um diálogo com outros membros da família
para resolver questões inacabadas antes de poderem seguir
para a luz (Woolger 1987). No caso de Ana, poderiam ter-lhe pedido
que focalizasse a 'bola de aço' e o terapeuta poderia ter-lhe
encorajado a dispersá-la. Porém às vezes apegos
de energia vêm de mais de uma figura ancestral. Baldwin chama
isso de mente grupal. Ao invés de chamar cada espírito
ancestral e libertar sua energia um a um, um modo alternativo é
passar a energia para trás a cada geração,
na direção contrária em que foi criada. Isso
dá a todos os ancestrais a consciência de que eles
têm o poder de passar a energia até tirá-la
da linhagem familiar e ser dissipada. Isso lhes dá novas
opções de cura.
Na família imediata, o trabalho de liberação
pode ajudar a completar o processo dor por perda pelos familiares
vivos. É raro perdemos um ente amado a quem pudemos dizer
tudo o que precisávamos ou termos feito uma reconciliação
sobre alguma questão inacabada. O peso desses desejos não
cumpridos dos vivos também pode fazer com que o espírito
do antepassado fique por perto e não possa prosseguir. Também
pode manter os vivos presos na incapacidade deles mesmos prosseguirem.
No caso seguinte havia um padrão kármico entre o pai
e o filho, que precisava ser percebido antes do filho pudesse prosseguir.
Kurt
sempre tivera o desejo de ajudar pessoas em situações
de crise. Ele tinha sido salva-vidas e trabalhado em ambulâncias
de emergência (EMT). Mas desde que seu pai morrera, há
três anos, ele ficara muito deprimido e parecia ter perdido
sua direção na vida. Ele sentia uma culpa imensa em
relação à morte do pai. Eles tiveram uma discussão
mais cedo naquele dia e não foi visitar o pai mais tarde
devido à discussão que tiveram. Durante o dia, enquanto
trabalhava no jardim, seu pai morrera repentinamente de um ataque
cardíaco. Kurt relatou que desde a morte do pai sentia freqüentemente
seu espírito por perto.
O trabalho começou com uma regressão a vida passada
em que Kurt se viu como mulher, sentada numa cadeira de balanço,
numa cabana de madeira. Enquanto balançava de um lado para
o outro dizia: "Por que, por que, por que eu?”. Ficou
óbvio que ela já estava morta, fora do corpo e presa
à Terra em choque. Voltando ao que tinha acontecido, ela
tinha se escondido debaixo de uma mesa e testemunhara seu filho
e marido serem assassinados por um assaltante com um machado, então
foi achada e também assassinada. Imediatamente, Kurt disse:
"Meu marido naquela vida, era meu pai nesta vida". Como
a mulher naquela vida ele tinha morrido com os pensamentos "Por
que eu" "eu os poderia ter salvado, por que não
fiz nada". Após muito trabalho com eles no mundo dos
espíritos, Kurt ainda sentia culpa.
Foi-lhe
pedido que visse se havia qualquer outra conexão de vida
passada com seu pai e seus sentimentos de culpa. Ele foi para uma
vida passada, na década de 1930, de um pai e filho envolvidos
num acidente de carro. Ele era o filho naquela vida e seu pai morreu
ao seu lado, enquanto ele próprio estava deitado, quase morrendo,
esperando ajuda. Novamente ele entrou em choque, sabendo que seu
pai tinha morrido, mas não querendo aceitar isso. Eventualmente
ele morreu, pessoas vieram ajudar, mas não puderam salvá-lo.
Ele ficou ao redor da cena do acidente após sua morte, confuso
e ofuscado. Lembraram-lhe que ele morrera, e que seu pai também.
Pediram-lhe que para procurar seu pai ali por perto, pois este poderia
também estar procurando-o. Ele viu o pai e foi com ele para
a luz. Uma vez na luz, o terapeuta lhe pediu para achar o espírito
do pai, como ele o conhecia na vida atual. O espírito de
seu pai veio e Kurt começou a soluçar profundamente,
ele abriu seu coração para o pai, falou como se sentia
culpado por não estar lá para salvá-lo. Seu
pai disse que estava na sua hora de ir, e que sim, ele poderia tê-lo
salvado dessa vez (EMT - o treinamento de emergência de Kurt),
e foi por isso que, em outros níveis, foi tudo organizado
para que ele não estivesse por perto quando o pai morreu.
Seu pai lhe disse que não queria que ele estivesse lá
novamente, porque Kurt já o tinha visto morrer tantas vezes
e ele quis acabar com aquele padrão para ambos. Eles conversaram
muitas coisas e Kurt pôde também receber um pouco de
conselho paternal para aquele momento de sua vida e sua direção.
Kurt comentou após a sessão que não tinha idéia
da profundidade da culpa que vinha carregando, e que agora a questão
parecia resolvida para ele.
Sessão
de cliente - Patricia Walsh
Assim, o que Kurt carregava como dor de culpa foi revelado ser desnecessária,
que havia um plano mais elevado operando e a morte de seu pai se
tornou um presente sagrado para quebrar o padrão cármico
entre eles. Parecia que, embora o pai dele tivesse prosseguido para
seu lugar legítimo após a morte, ele ainda fazia sua
presença notada a Kurt porque ainda havia a necessidade de
cura entre eles.
Diálogo com uma Entidade
Uma
vez estabelecido o contato com uma entidade, normalmente não
há demora para se descobrir mais sobre ela. A maioria parece
ficar alegre por ter alguém com quem conversar. Questionando
a entidade, primeiro o terapeuta discerne se está lidando
com um apego humano ou não-humano. A simples pergunta –
“Você já teve um corpo próprio?”
- dará as primeiras informações para discernir.
Se for uma entidade presa à Terra, ela se lembrará
de sua última encarnação, se for uma forma
de energia não-humana ela normalmente responderá "Não".
Os apegos Não-humanos serão discutidos em capítulos
posteriores. Com as entidades humanas presas à Terra, outras
informações serão obtidas, como sexo, características
de personalidade, idade, última experiência de morte,
estado presente e sua influência sobre a pessoa viva com quem
está em contato. Detalhes históricos ou biográficos
são menos importantes do que chegar ao âmago da questão
do por que a entidade está presente e do que precisa para
sua cura.
As
entidades manifestam uma gama de sentimentos e atitudes. Algumas
estão perdidas e ignorantes quanto ao caminho a seguir. Outras
estão simplesmente cansadas e fracas, tendo carregado esses
sentimentos desde que deixaram o próprio corpo na morte.
As entidades podem vir de qualquer período de história.
Na dimensão ampla da existência, o tempo não
tem um significado linear como tem aqui. Quando se pergunta a uma
entidade há quanto tempo está vagando, ela só
sabe que há muito tempo e tem pouca habilidade para calcular.
Contudo, elas terão todos os detalhes de memória de
quando tinham um corpo físico antes da morte.
O
primeiro princípio do diálogo com uma entidade é
assegurar-se de que ela tenha consciência de que está
morta. Para isso pode ser necessário levar a entidade aos
últimos momentos antes de sua morte, permitir que ela re-experimente
como morreu e, também recapturar seus pensamentos e emoções
agonizantes, pois estes costumam ser o motivo dela ainda estar presa.
Muitas entidades estão cheias de fortes emoções
negativas como culpa, medo, raiva, depressão, e carregam
a memória etérea de feridas e dores de sua morte.
Identificando as emoções e dores e natureza da morte
da entidade o cliente poderá começar a entender alguns
dos sintomas que estão carregando, que vem da entidade. E
a entidade também pode receber a ajuda que precisa para solucionar
essas emoções. O terapeuta pode dizer à entidade:
"Volte para a última vez que você estava em seu
próprio corpo, logo antes de você deixá-lo".
Após a experiência de morte o terapeuta pode dizer:
“Você percebe que seu corpo físico está
morto e que você agora está no corpo de (o cliente)?
Seu lugar legítimo é na luz e não no corpo
de (o cliente). Você entende isso?”.
Em
um estado ligeiramente alterado, enquanto se preparava para entrar
numa regressão de vida passada, a voz de Pam repentinamente
tornou-se áspera e profunda, e disse "Meu nome é
Sam". Ficou claro que era uma entidade. Sam foi regressado
à última vez em que teve seu próprio corpo,
aos momentos antes da morte. Ele era mineiro de carvão, ficara
preso num desmoronamento na mina. Deitado lá, sufocando lentamente,
pensava alternadamente em sua jovem filha e sua raiva de Deus. "Deus,
como pôde me abandonar e me deixar morrer assim? Eu te odeio!!”.
A dor em seu peito aumentou e ele morreu. Com esses pensamentos
na hora da morte, ele não iria para a luz, não queria
ver Deus. Vagou ao redor e viu uma criança sorridente que
o fez lembrar da própria filha, e querendo sentir aquela
felicidade de novo, apegou-se a Pam, quando ela ainda era criança.
Quando Sam foi lembrado de que estava morto, ficou bravo e disse
"Não, não é verdade. Esse é meu
corpo". A terapeuta, colocando a mão suavemente no ombro
de Pam pediu a Sam que sentisse o toque e percebesse o corpo em
que estava. Perguntou-lhe se ele era um mineiro forte e grande.
Ele respondeu que sim. A terapeuta pediu que ele focalizasse o pequeno
corpo feminino em que ele estava agora (Pam era na realidade bem
pequena), e a terapeuta lhe disse: "Sam este corpo tem seios.
É o corpo de um mineiro de carvão?”.
Sam ficou genuinamente aturdido ao dar-se conta de que não
estava no próprio corpo. Libertá-lo a partir daí
foi fácil. Ele ficou feliz em se reunir com a própria
filha e esposa, e teve uma conversa com Deus para reconciliar sua
raiva e tristeza. Revivendo a morte de Sam, Pam percebeu que alguns
dos sintomas que carregara consigo por vários anos vinham
de Sam. Eles eram sensações de pânico, dificuldade
de respirar e de pensar. “Eu tenho sair" - pensava ela
à noite na cama antes de dormir. A fobia e os pensamentos
sumiram quando Sam partiu.
Sessão
de cliente - Patricia Walsh
O segundo princípio é descobrir por que a entidade
ficou apegada ao cliente, e o que ainda a mantém apegada.
Algumas entidades vêm buscando a luz sem sucesso, e uma pequena
ajuda é tudo o que precisam. Com outras há alguma
razão que as mantém presas. Uma entidade solitária
não sabe que poderia estar com os espíritos de familiares
na vida após a morte. Uma entidade que quer satisfazer uma
emoção ou desejo não sabe que pode encontrar
isso quando for para a luz. O terapeuta pode dizer à entidade:
"O que você precisa quando chegar à luz?".
Se houver qualquer hesitação, o terapeuta pode sugerir
que a entidade encontre alguém que amava, um parente, amigo,
etc. "Se você puder ter isso (tudo o que ela precisa)
na luz, está disposta a deixar (o cliente) agora e ir para
a luz?”.
Era
difícil não sentir pena de Lena, quando contou a história
de sua vida. Tinha sido abandonada pela mãe ao nascer e fora
criada pela avó, que morrera quando ela tinha seis anos.
Esse padrão de perder uma pessoa amada repetia-se ao longo
de sua vida. O namorado forçou um aborto e a deixou quando
estava grávida aos dezesseis anos. Posteriormente, aos vinte
e poucos, o namorado que tinha há anos terminou a relação.
Ela vinha entrando e saindo de depressões e tinha tentado
suicídio duas vezes. No presente estava trabalhando como
dançarina profissional.
Ao
escanear seu corpo sutil, Lena detectou áreas à volta
das pernas e garganta que pareciam mais pesadas e diferentes. Concentrada
nessas áreas o terapeuta encorajou-a a externar o primeiro
pensamento que lhe viesse à mente. Repentinamente ela disse:
“Steven". Steven fora um rapaz de quinze anos que se
enforcara numa igreja. Sentia-se só e profundamente transtornado
por estar separado de sua irmã, que fora seu único
elo familiar mais íntimo. Quando questionado sobre suas emoções
perto do momento da morte, surgiu uma imagem na mente de Lena, de
um adolescente chorando copiosamente num monte de feno num celeiro.
Steven tinha sido atraído a Lena durante uma de suas tentativas
de suicídio, quando ela estava se sentindo só. Uma
conversa com Steven estabeleceu que ele estava pronto deixar Lena
e ir para a luz, para encontrar sua irmã. Inicialmente Lena
estava pouco disposta a liberá-lo, até perceber que
isso permitiria que ele fosse para seu lugar legítimo. Steven
olhou para a luz e foi encorajado a partir. Lena teve a sensação
de uma cortina sendo levantada.
A
segunda entidade foi chamada e Lena disse o nome a "Vitória".
Era uma menina de sete anos, de vestido vermelho com um laço
branco. Tido sido empurrada do cavalo de balanço pro seu
irmão e tinha morrido com a pancada da cabeça. Estava
brava e chateada por ninguém perceber sua presença.
Vitória foi atraída a Lena numa época em que
Lena chorava muito em seu quarto, profundamente deprimida. Vitória
sempre quisera ser dançarina e explicou que satisfazia seu
desejo de dançar sempre que Lena dançava. Inicialmente
Lena relutou em libertar Vitória, porque teria uma menininha
só dela se não tivesse feito o aborto mais cedo na
vida. Quando Lena percebeu que Vitória ficaria contente reunida
à Babá na luz, decidiu que libertá-la era a
coisa certa a fazer. Ao libertar Vitória, Lena comentou que
nos últimos meses após sua depressão tinha
pensado várias vezes que havia alguém com ela. Ela
relatou sentir-se mais leve após a partida de Vitória.
Sessão
de cliente - Andy Tomlinson
Após essa sessão Lena sentiu que suas emoções
negativas ficaram mais fracas e ela já não sentia
tanta raiva. Em sessões seguintes foram usadas terapia de
regressão e outras terapias, para trabalhar os sintomas que
eram genuinamente seus.
Diálogo com o Cliente
Uma
vez estabelecido contato com uma entidade, a maioria dos clientes
quer que ela parta o quanto antes. Às vezes o cliente estará
pouco disposto a deixar a entidade partir. Um cliente solitário
pode pensar na entidade como companhia, ou que ela pode lhe dar
apoio quando se sentir inseguro. O terapeuta pode ajudar a identificar
outras formas do cliente satisfazer suas necessidades e conduzir
a situação a uma resolução. Por exemplo,
outra pessoa pode prover apoio ao cliente, ou o cliente pode fazer
terapia para melhorar sua insegurança.
Se
o cliente ainda não estiver disposto a deixar a entidade
partir, é importante que o terapeuta respeite o desejo do
cliente por enquanto. O cliente pode continuar a ser aconselhado
sobre os efeitos de manter a entidade consigo e mostrado outras
opções para obterem o que acreditam estar recebendo
da entidade. Está com este tipo de cliente que fica aparente
que os clientes que próprios assuntos de caroço precisam
ser endereçados primeiro antes das entidades. É com
esse tipo de cliente que fica clara a necessidade de tratar das
questões centrais do cliente antes de lidar com as entidades.
Esse tipo de cliente tenderá a atrair outra entidade para
satisfazer suas necessidades, se não tratar primeiro de suas
próprias questões.
O
terapeuta precisa ter clareza de que está falando com o cliente,
e não com a entidade, formulando cada pergunta com o nome
do cliente. O terapeuta pode dizer ao cliente:
“Você está pronto para liberar (o nome da entidade)
agora?
Por que motivos quer que (o nome da entidade) fique?
Se satisfizermos esses motivos estaria então disposto a liberar
(o nome da entidade)?”.
Steve era um homem de negócios cuja relação
com a esposa era afetada por sua atração a mulheres
vulneráveis e por mentir sobre isso à esposa. Enquanto
levantava sua história, Steve disse: "Sou estou emocionalmente
tranqüilo, mas às vezes é como se outra parte
assumisse o controle e me torno cruel. Quando não consigo
resistir às pessoas que tiram vantagem de mim, uma voz malévola
ri de mim". Estas frases alertaram o terapeuta da possibilidade
de haver um espírito apegado.
Durante
um escaneamento de energia Steve percebeu áreas que descreveu
como pesadas. A entidade que se apresentou deu o nome "Zulu".
A voz de Steve assumiu um tom mais profundo quando Zulu relatou
ser um guerreiro que morrera aos trinta anos, de uma ferida de lança
no peito. Ele gostava de matar guerreiros mais fracos. Como guerreiro
Zulu, outros guerreiros e mulheres eram vulneráveis e ele
deve ter matado milhares em invasões e nas batalhas. Zulu
foi interrogado sobre a atração de Steve por mulheres
vulneráveis, e reconheceu que era ele quem encorajava Steve
a procurar pessoas vulneráveis e então feri-las. "Eu
pus a força nele e o controlo”. Suspeitando tratar-se
de uma entidade escura, foi perguntado a Steve se estava pronto
para liberar o Zulu. Ele explicou aquele Zulu tinha sido seu companheiro
durante a infância solitária que tivera enquanto sua
mãe abusava dele. Ele queria que Zulu ficasse com ele até
solucionar os sentimentos de insegurança que tinha em relação
à mãe. Antes de terminar a terapia Foi pedido a Zulu
para olhar dentro de si e encontrar a luz. Quando Zulu achou a luz
em seu coração seu controle sobre Steve ficou mais
fraco. Steve informou que ter tido a sensação da redução
do peso de Zulu em cima dele quando foi solicitado que Zulu visse
a luz.
O
terapeuta respeitou os desejos de Steve e não libertou o
apego durante essa sessão. Três semanas mais tarde,
Steve informou que tinha falado com sua esposa sobre Zulu. Ficara
surpreso com a compreensão dela e sentiu um laço mais
profundo de segurança com essa aceitação e
expressão de amor por parte dela. Ele agora estava pronto
para terapia sobre sua infância.
Extraído
de uma Sessão de Cliente - Andy Tomlinson
Liberando Entidades
Quando
a entidade está pronta pra ir e o cliente deu permissão
para ela ser libertada, o processo é direto. Pede-se à
entidade para ver a luz ou a membros da família, que estão
do outro lado, para virem ao seu encontro. Freqüentemente o
cliente informa sensações de formigamento, de sentir-se
mais leve, ou percebe a entidade desprendendo-se dele. Um cliente
disse: "Algo acaba de se levantar e sair de mim". Quando
se trata de várias entidades, elas são chamadas uma
a uma e direcionadas à luz, ou quando a primeira vai e a
‘porta’ para a luz é aberta, o terapeuta pode
simplesmente perguntar se há outras entidades presentes que
podem seguir o caminho para a luz. O cliente informará se
há outras partindo ou relutantes em ir. Normalmente é
nesse momento que aparece qualquer relutância por parte da
entidade ou do cliente, que não tenha aparecido antes.
A
principal maneira de lidar com entidades relutantes a partir é
fazer mais terapia com elas. O principal é entender a causa
do problema da entidade, leve a entidade a encontrar as pessoas
envolvidas em sua vida passada e resolver as questões inacabadas,
então ajude a entidade a achar outras opções.
O padrão das entidades é como um disco arranhado,
de certo modo ela pode estar ainda obcecada com qualquer emoção
ou questão inacabada com a qual tenha morrido. Parte da habilidade
do terapeuta é ser capaz de ajudá-la a enxergar novas
opções que, ou não se apresentaram antes ou
a entidade não percebia. Pode ser comparado a uma re-educação
sobra a natureza das escolhas que ela tem. Esse procedimento é
semelhante ao usado em terapia de regressão, quando lidamos
com os fragmentos de alma de vidas passadas que permanecem presos
à Terra.
O
terapeuta pode dizer:
"O que o fez tão infeliz, me conte um pouco”.
“Encontre os personagens daquela vida (aqueles envolvidos
com sua questão inacabada)”.
"Eles têm alguma coisa a lhe dizer? Você tem alguma
coisa a dizer pra eles?".
"Você está pronto para perdoá-los? Eles
estão prontos para lhe perdoar?".
A averiguação final é certificar-se de que
a entidade tenha ido inteiramente. O terapeuta pode perguntar ao
cliente:
"Quando (o nome de entidade) vai embora, que sensações
ou percepções você tem?".
"Deixe sua mente superior perceber se toda a energia que não
pertence a você saiu totalmente. Indique com seu 'Dedo Sim'
ou ‘Dedo Não’".
Polly estava sempre com pressa e cheia de energia. Era uma desportista
ativa de 35 anos de idade, muito positiva, e pioneira em novas pesquisas
na área de saúde que contava com interesse internacional.
Quando surgiu uma oportunidade para apresentar sua pesquisa na Austrália,
ela recusou devido ao medo e pânico de viajar. Polly não
tinha explicação para seu medo, pois na mocidade havia
viajado de mochila por vários países no mundo. Recentemente
também tinha recusado um cargo de horário integral
como conferencista e pesquisadora numa universidade local, por causa
de sentimentos de terror. A universidade continuava pressionando
para que ela aceitasse o cargo, e Polly queria desesperadamente
libertar-se do pânico e da tensão no tórax para
poder aceitar a posição. Ela se perguntava se seu
problema não estaria relacionado a uma experiência
de vida passada.
As
emoções extremas que estava sofrendo nessas situações
pareciam apontar para algo mais do que uma explicação
psicológica. Ao escanear o corpo sutil de Polly o terapeuta
percebeu algo denso na região dos ombros de Polly. Pediu
então para ela se concentrar nessa área e pediu a
essa energia para se expressar. O nome Adam foi dito. Ele tinha
sido enforcado aos 47 anos por ter apunhalado alguém. Na
ocasião de sua morte ele tinha sentimentos de tristeza e
tensão na garganta, ombros e estômago. Ele tinha se
unido a Polly quando ela tinha vinte e poucos anos e estava viajando
em Hong Kong. Na época ela estava triste pelo término
de um relacionamento amoroso. Adam foi convidado a encontrar o espírito
do homem que apunhalou. Através do diálogo entre eles
ele encontrou o perdão pelo que tinha feito e estava pronto
para ir para a luz. Quando ele partiu Polly disse que seus ombros
relaxaram e que sentia muita vibração no corpo.
A
próxima entidade, Susan, tinha se afogado aos 42 anos, quando
acidentalmente caiu de um veleiro durante um cruzeiro em 1852. Ela
estava cheia de medo e terror e tinha se unido a Polly quando viaja
na América. Ela foi encaminhada à luz partiu rapidamente.
Quase que imediatamente surgiu Garry. Ele fora um soldado britânico
na guerra e tinha morrido montado a cavalo, cheio de excitação
e terror durante uma batalha. Foi-lhe lembrado que seu corpo estava
morto e que seu lugar legítimo era na luz. A próxima
entidade chamava-se Agatha, e tinha sido queimada como bruxa em
Northumberland em 1642, e morrera gritando apavorada. Agatha estava
disposta a ir para a luz onde poderia banhar seu corpo queimado
em águas curativas no mundo espiritual. O último chamava-se
Clifford. Havia sufocado dentro de uma mina em 1872. Morrera tossindo,
lutando para respirar e em pânico. Tinha se unido a Polly
durante a infância, numa época em que ela estava doente.
Clifford quis reencontrar os espíritos de seus familiares
na luz e partiu rapidamente.
Na
confirmação de que Polly estava sem o apego de entidades
Susan revelou ter voltado. Embora parecesse que estava pronta para
ir para a luz, ela tinha sentido medo e tinha ficado com Polly.
Foram chamados um espírito de luz e sua família para
segurarem a mão de Susan e escoltá-la à luz.
Polly relatou ter levado vários segundos até Susan
partir, parecia que ela estava se segurando em Polly.
Polly
recebeu uma cura energética com Reiki e aprendeu a se abrir
e se fechar ao fazer meditação ou trabalho intuitivo.
Ela ficou insegura se a sessão inteira não tinha sido
apenas sua própria imaginação, mas concordou
em manter a mente aberta e anotar qualquer mudança de comportamento
e emoções. Duas semanas mais tarde, num telefonema
entusiasmado, Polly contou que suas dificuldades para dormir e sensações
de pânico e terror tinham sumido, e que estaria começando
o trabalho na universidade no dia seguinte.
Sessão
de cliente - Andy Tomlinson
Fechamento e Cura do 'Gancho'
No
trabalho de liberação é freqüente serem
feitas associações imediatas, sobre as semelhanças
entre os assuntos da entidade e os assuntos de cliente. Geralmente
há um 'gancho' do por que uma determinada entidade pôde
se apegar ao cliente. Como vem sendo mencionado ao longo desse artigo,
pode ser devido a um padrão antigo do cliente, como solidão,
sentimentos de culpa ou recordações suprimidas de
traumas, que causam pontos fracos na psique. Qualquer questão
ou experiência de trauma profundamente enraizado pode abrir
espaço para uma entidade. Tais questões não
resolvidas e feridas não curadas ocasionam diferentes graus
de dissociação. São espaços de não-consciência.
Como diz o antigo provérbio, 'A natureza detesta o vácuo’.
Buracos na energia de uma pessoa serão atraídos para,
ou atrairão, uma energia de fora do ego para preenchê-los.
Nem sempre é uma entidade que faz isso. As várias
formas de vícios, compulsões e distrações
externas, aos quais a natureza humana é propensa, são
uma tentativa de preencher esses espaços. Se houver a presença
de entidades, elas compõem o problema original agravando-o.
Estar presente e completamente enraizado no próprio corpo
e espaço psíquico é o antídoto contra
a invasão de vivos e mortos. Pode ser dito que o processo
de cura em geral é um processo de poder estar completamente
presente. Se o cliente tem um padrão de dissociação
crônica, liberar a entidade não é suficiente.
As questões centrais subjacentes devem ser tratadas, ou novas
serão entidades serão atraídas. Nesses casos,
são necessários aconselhamento e trabalho contínuos
da questão central. O mesmo se aplica a clientes que não
estejam cronicamente dissociados.
Em grande parte, isso pode ser realizado em uma única sessão,
se o terapeuta puder transitar entre liberação, regressão
à vida presente e passada, resgate de alma, trabalho da criança
interior, cura energética e outras técnicas na mesma
sessão. É por isso que os programas de treinamento
mais inclusivos, que ensinam formas de terapia com estados de transe,
i.e. hipnoterapia, respiração etc. incluem treinamento
em todas ou na maioria dessas técnicas. Se você não
usa todas essas formas de trabalho, é aconselhável
ter uma boa rede de vários médicos para referir os
clientes.
Também
pode ser dito que, como a natureza dos apegos de entidades é
parasitária, se as feridas subjacentes do cliente são
curadas a entidade não terá um ponto de entrada na
energia da pessoa. Freqüentemente em sessões, quando
estamos trabalhando com questões pessoais profundas as entidades
são forçadas a vir à tona. Estas, freqüentemente,
são o tipo mais fácil para se trabalhar, pois o ponto
de apego que tinham ou 'gancho' está sendo curado. O terapeuta
minucioso poderá trabalhar a natureza da ferida no cliente
na mesma sessão.
A
seguir, um caso mais complexo, que envolve libertação
de entidades humanas e não-humanas, regressão à
infância e a vidas passadas, e remoção de fragmentos
de alma de pessoas vivas, todos ao redor de uma questão central.
Durante
a entrevista de Ginny, para sua primeira sessão, um tema
dominante em sua vida veio à tona: ela sentia como se tivesse
crescido em uma zona de guerra, pois sofrera abuso pelo pai desde
muito pequena. Agora, aos 37 anos, por razões de saúde
e uma crise no trabalho, ela fora forçada a voltar para a
casa dos pais durante um tempo para se recuperar. Havia feito terapia
durante vários anos, para trabalhar suas feridas de infância,
e obviamente progrediu bastante, o que lhe permitiu estar de volta
à casa dos pais. Mas sentia-se extremamente frustrada e percebia
um padrão de inabilidade em fazer o melhor para si, ao invés
de apenas sobreviver. Ela sentia que a vida era apenas uma batalha
pela sobrevivência. Mencionou também que, há
pouco tempo, quase tinha morrido de um fungo que atacara seus órgãos
internos. Disse que vivia com um homem (John) na ocasião,
que era veterano da guerra do Vietnã, e mencionou que as
quatro últimas namoradas com quem ele tinha vivido, todas
tinham morrido, por causas variadas, enquanto viviam com ele. Ela
teve que se separar dele devido à sua doença, o que
também a fez voltar a morar com os pais.
A sessão começou com uma regressão de vida
passada, ela era menino que ficou órfão durante a
guerra e fazia o que fosse necessário para sobreviver. Ele
sobreviveu algum tempo, mas eventualmente morreu nas ruas, só,
de exposição e fome. A criança morreu com as
convicções de que a vida era uma luta e que não
valia a pena. No pós-vida a criança foi reunida aos
pais que perdera e recebeu muita cura. O terapeuta notou que havia
uma forma de energia escura e fria ao redor dos ovários da
cliente. Ginny também notou isso e disse que sentia uma palpitação
fria nessa região, como se algo quisesse sair. Foi pedida
para focalizar a região e dela emergiu uma entidade não-humana.
O terapeuta falou com a entidade diretamente, perguntando qual era
sua questão. A entidade disse que era morte e antivida. Foi-lhe
pedido voltar à época em que fora criada. Ela disse
que vivia no chão, no Vietnã, era feita do sangue
dos mortos e nascera da energia de morte e matança. Acompanhara
o ex-namorado de Ginny e entrara nela durante o relacionamento sexual.
Foi pedido à "Morte" para olhar dentro de si mesma
e ver o que havia em seu interior mais profundo. A "Morte"
informou ver células e sangue. O terapeuta rapidamente apontou
para a "Morte" que afinal de contas havia vida nela, a
energia vital do sangue, já que o sangue não está
relacionado apenas à morte. A "Morte" ficou surpresa
e concordou resmungando pra si mesma: "sim, eu não sabia".
A terapia com a "Morte" continuou e, eventualmente, ela
se transformou em "Vida" e, se dispôs a ir para
lugares mais elevados, com os seres de luz que vieram buscá-la
para e ajudá-la a viver sua nova identidade. Foi pedido à
"Morte" para levar consigo tudo o que tinha levado para
o corpo de Ginny.
Naquele
momento emergiu uma memória suprimida de Ginny. Ela era adolescente
e devido ao abuso do pai, ela conscientemente desejava que seus
ovários se fechassem, pois não queria trazer uma criança
a um mundo tão terrível. Isso, claramente, era a ressonância
pessoal dela ou 'gancho' que hospedava a entidade em seus ovários.
Ela então foi regredida à infância, a uma memória
de abuso. Foi encorajada a reviver a experiência e teve uma
catarse física e emocional com o pai, lutando com ele e dizendo
todas as coisas que nunca pôde dizer. Depois disto informou
que sua criança interior se sentia mais segura e forte.
Então
foi pedido a Ginny para visualizar seu ex-namorado (John) para ver
se havia alguma coisa ainda inacabada entre eles. Ela viu cordas
grossas saindo dele em direção à sua garganta
e terceiro olho. O terapeuta então falou diretamente com
ele através dela e descobriu que embora já estivessem
separados, ele sentia que ainda estava controlando-a e que ele desfrutava
disso. Ele disse que era o mais jovem de cinco irmãos e que
sabia lutar para sobreviver. Ele ostentou sobre a matança
que ele fez no Vietnã. Quando lhe foi perguntado se havia
alguma parte dele que desejava ter tudo sido diferente, ele ficou
triste imediatamente. Começou a chorar, enquanto dizia "Todo
mundo morreu, por que eu sobrevivi?” Lhe foi perguntado algum
colega dos que morreram ainda estava ao redor dele. Quatro dos companheiros
de guerra se apresentaram, dizendo que estavam com ele porque queriam
viver, eles quiseram sobreviver e que ele também precisava
deles. Foi-lhes lembrado que já estavam mortos, e que embora
isso fosse verdade havia outro modo para eles viveriam, porém
sem o John.
Cada
um foi trabalhado individualmente, e veio à tona que eles
ficaram com John, porque ele se sentia culpado por ter sobrevivido,
e que através dele eles estavam se agarrando a qualquer forma
de vida que haviam conhecido antes (a culpa era o gancho de John).
Eventualmente cada qual estava pronto para seguir adiante e disseram
a John que não era culpa dele. Familiares e ancestrais que
já tinham morrido vieram do outro lado para buscá-los.
John ficou aliviado por deixá-los ir, e sentiu que sua necessidade
de controlar Ginny estava diminuindo. Sentiu-se aliviado da culpa
que carregava. Espíritos de luz e guias vieram trabalhar
nos cordões enérgicos entre Ginny e John e em pedaços
de um e de outro que ainda carregavam. Eles também trabalharam
com os ovários dela, pondo uma nova semente de vida lá,
para ela nutrir. Durante o tempo de cura com os guias, o terapeuta
também trabalhou com Ginny energeticamente, selando sua energia
e ajudando a vida a voltar aos seus ovários.
Sessão
de cliente - Patricia Walsh
Este
caso demonstra as dimensões de múltiplas camadas da
psique. Também mostra como a ressonância de uma ferida
atrai uma energia semelhante. O tema de vida, morte e sobrevivência
foi trabalhado em várias camadas ou dimensões, transitando
nos planos mental, emocional e físico, de vida passada para
vida atual, dos mortos aos vivos e de seres humanos para não-humanos.
O mesmo pode ser dito para a maioria dos complexos profundos, que
precisam ser curados camada após camada. Dependendo da habilidade
do terapeuta e da prontidão do cliente para se curar, isso
pode acontecer rapidamente ou levar várias sessões.
No
momento de libertar entidades, logo antes deles partirem, é
útil lhes pedir para identificar o que trouxeram para o corpo
do cliente, e lhes pedir para levarem isso com eles. Espíritos
de cura ou guias podem ajudar esse processo, já que normalmente
a entidade pede ajuda para fazer isso. Também é útil
checar com o cliente e pedir que façam qualquer livre-associação
sobre como a energia da entidade era semelhante a suas próprias
questões. O terapeuta poderia dizer, "Você reconhece
algum padrão em comum entre esse apego energético
e sua vida atual?". Isso pode conduzir a recordações
de vidas passadas ou presente, que então também poderão
ser trabalhadas. Estar atento para procurar o “gancho”
e trabalhar isso no momento podem prover uma cura mais profunda
para o cliente, e também ajuda a selar a energia do cliente
contra apegos adicionais. Se o terapeuta puder prover alguma forma
de cura energética após a liberação
espiritual, como Reiki ou cura de espiritual, poderá ajudar
mais ainda no processo de cura.
Trabalhando com Entidades Não-Humanas, 'Demoníacas'
e 'Escuras'
O
arquétipo do bem contra o mal é um assunto que requereria
muito mais do que este artigo pode tratar. Em condições
concisas, um breve estudo dos mitos de criação do
mundo mostra relatos de o mal ter surgindo de várias formas:
pelos erros de humanos; ou como um efeito fenomenológico
do divino projetando-se como forma desde o estado não-manifesto;
ou como uma criação intencional; ou uma criação
que cai ou afasta-se de seu criador.
Enquanto os mitos e ensinos religiosos variem grandemente, uma idéia
consistente é a de que o mal surgiu após o surgimento
do Divino ou, por criação direta ou indiretamente
através das criações do Divino. Uma conclusão
confortável à qual podemos chegar é a de que
o mal surge através do mesmo criador que é também
a fonte de tudo aquilo que é bom. Essa compreensão
é a mais benéfica para o terapeuta, a de que além
da aparente polaridade aparente há uma unidade, ou como ensinam
as tradições Orientais, a dualidade é uma ilusão
que existe nos planos físicos, mas não nos planos
espirituais. Também é importante se lembrar que esta
é uma crença antiga - a polaridade do bem e do mal
e, como resultado dessa polaridade aparece o medo do mal. Este medo
está profundamente entranhado na psique humana e tem sido
utilizado, há séculos, por muitas das religiões
do mundo, para ameaçar as pessoas a se tornarem bons e dóceis
seguidores; ou para manter o poder da salvação ou
liberdade do mal nas mãos de alguns poucos escolhidos, sejam
eles padres ou xamãs. Trabalhando com esse tipo de entidade
com os clientes, precisamos também ajudar na libertação
de crenças e medos antigos que podem fazer parte da visão
de mundo do cliente.
A sombra desconhecida é um conceito psicológico que
também deve ser entendido como parte desse tipo de trabalho.
A pessoa deve desenvolver um discernimento sobre quando as entidades
más estão servindo de bodes expiatórios ou
sendo criadas por um cliente como forma de evitar aspectos mais
escuros de sua própria psique. Projetando toda a maldade
e o mal "lá fora" é também uma das
convicções que muitas organizações religiosas
promoveram através dos séculos. Contudo, estas organizações,
ao mesmo tempo, assinalam que os demônios são a incorporação
de tudo aquilo é mal na natureza humana. O "demoníaco"
tem as mesmas características que as emoções
mais difíceis de assumirmos: raiva, ódio, vingança,
inveja e malícia para nomear alguns.
No nível da alma tudo vêm de uma fonte e eventualmente
volta para aquela fonte. Isto também é um dos tesouros
na Sabedoria Antiga, que é dito ter existido neste planeta
há milhares de anos. É a "linha dourada"
que conecta os ensinamentos esotéricos, espirituais e indígenas
em todo o mundo. Algumas almas chamadas de 'demoníacas',
estão simplesmente numa das extremidades do continuum. Elas
estão afastadas da luz, ou esqueceram-se de sua origem e
estão num estado de profunda infelicidade e cheias de fortes
emoções negativas. Isso guiará o terapeuta
ao trabalhar com o demoníaco a tratá-lo com amor e
compaixão.
'
Uma forma pensamento gigantesca paira sobre a família humana,
construída por pessoas de todos lugares, durante séculos,
energizada pelos desejos insanos e inclinações más
provenientes do pior na natureza humana, e mantida viva incitada
por seus desejos mais baixos. Essa forma pensamento tem que ser
quebrada e dissipada pelos próprios seres humanos. ‘
De
'A Treatise on Cosmic Fire’ - Alice Bailey
Postulados
básicos dA Sabedoria Antiga e do moderno pensamento Metafísico
são "a energia segue o pensamento" e " o pensamento
cria a forma". (Bailey, 1934). Pode-se dizer que qualquer coisa
que os humanos são capazes de pensar e sentir tem uma forma,
como um ser separado em algum plano da existência. Da mesma
maneira que quando estas "formas pensamento" são
criadas intencionalmente pela prática da magia (uso concentrado
de foco mental), com intenção de curativa ou maliciosa,
num grau mais fraco, todos os dias, todo pensamento e sentimento
vão tomando forma nos planos mental ou astral. Inadvertidamente,
sem consciência disto, caminhamos diariamente por estes campos
invisíveis de formas pensamentos e emoções,
inclusive aquelas que nós mesmos criamos, mas das quais nos
esquecemos conscientemente, embora elas ainda permaneçam
em nosso campo de energia. Nossas próprias formas pensamentos
esquecidas podem agir como ímãs também para
aquelas que não foram criadas por nós. Quando uma
forte forma negativa desencarnada se apega a um campo de energia
humana, ela aumenta tudo o que é negativo ou qualquer complexo
já existente naquela pessoa.
A
existência do mal e de como ele surgiu é um antigo
debate teológico. Entretanto, o que parece ser claro é
que, seja qual for a fonte, o mal é uma realidade observável
e precisa de cura.
As
entidades escuras e demoníacas às vezes aparecem quando
o cliente vem à terapia. Como outras formas de apegos elas
também podem tentar influenciar seu anfitrião a evitar
a terapia. Durante a sessão o cliente pode descrever uma
forma escura ou coisa feia, ou pode ter uma reação
de medo ao que percebe. O cliente pode descrever sentir-se atacado
ou perseguido por tais energias. Entidades escuras também
podem aparecer quando o terapeuta está trabalhando com um
apego humano, por estar embutida em seu complexo. Durante uma regressão
as entidades presas à terra voltam ao momento de sua morte,
e às vezes descrevem serem agarradas ou perseguidas por uma
energia escura que as impede de ir para a luz. A energia escura
precisa ser curada antes do espírito preso à terra
poder prosseguir.
Quando
uma entidade escura emerge ou é identificada, ela freqüentemente
se apresenta como terrivelmente poderosa e amedrontadora. Fazem
isso como um tirano, porque na realidade ela é fraca e vulnerável.
Geralmente, com compaixão e suavidade elas derretem rapidamente
mostrando sua realidade de ser machucado e ferido. Ela fica vulnerável
quando o terapeuta dirige seu pensamento à sua própria
dor, sua própria solidão e infelicidade. (Ireland-Frey,
1999). Uma alternativa é o terapeuta pedir à entidade
escura para olhar dentro de si mesma e achar sua própria
pequena centelha de luz (Baldwin, 1995). Isto sempre as transforma
porque encontram sua própria centelha de luz divina esquecida.
Freqüentemente relatam que a luz está crescendo em tamanho
e brilho até que a entidade é completamente transformada
e então fica pronta para prosseguir para os planos mais elevados.
Durante
uma regressão de vida passada com Kate surgiu uma entidade
escura. Kate havia regredido a uma vida como freira que fora estuprada
e então viveu o resto de sua vida em vergonha. Ela tinha
fechado suas emoções e eventualmente morreu com um
grande peso de culpa, vergonha e humilhação. Ela não
quis ir para a luz após a morte, ficando efetivamente presa
à terra, por medo de ser julgada por Deus. O terapeuta trabalhou
a cena de estupro com ela para desprender a energia congelada e
descobrir as camadas de trauma não resolvidas. (Normalmente
pode-se esperar haver a presença de entidades escuras quando
houve abuso sexual, tortura ou outra violência, em uma vida
passada ou na atual. Isto é a energia que "informa"
ou até "possui" o perpetrador, que é então
passada para a vítima, cujo campo de energia fica gravemente
comprometido pelo ataque).
O
terapeuta cuidadosamente conseguiu que Kate começasse a retomar
seu próprio poder, que era roubado da freira de forma violenta,
sabendo que isso forçaria alguma energia escura à
superfície. Conforme Kate era encorajada a chutar seus atacantes,
sua expressão foi mudando dramaticamente, seus olhos se arregalaram
e ela rosnou. O terapeuta então falou com a pessoa que rosnava:
"Quem é você, o que está fazendo aqui?"
A entidade respondeu, olhando diretamente nos olhos do terapeuta:
"Eu sou Vingança, eu odeio todos vocês humanos
lamentáveis. Eu quero morder e arrancar seu nariz".
Encontrando seu olhar com compaixão e aceitação,
o terapeuta perguntou: “'Vingança, você está
atrás de quem, de quem quer se vingar?" Ela respondeu:
"Do grande, eu odeio ele”. Estava se referindo a Deus.
O terapeuta então disse suavemente: “Vingança'
eu acredito que você o queira sim, mas de forma diferente
da que você está pensando”.
Ela
começou a amansar e a chorar com pena de si mesma "Ele
não me quer”. O terapeuta então lhe assegurou
que isso não era verdade. Pediu à Vingança
para olhar e ver os seres de luz que estavam presentes para ajudar
na sessão. Pediu-lhe para olhar profundamente em seus olhos.
Ela disse ver profundo amor e suspirou. Vingança então
foi brevemente reeducada sobre a natureza de suas escolhas, foi-lhe
dada a oportunidade de saber que ela veio do amor e poderia achar
isso novamente dentro de si pois só havia esquecido. Pedindo-lhe
para se lembrar e olhar dentro de si, ela encontrou esse amor em
seu centro e sua forma escura começou a se transformar em
luz. Agora estava pronta para ir com os seres de luz. Foi lembrado
à Vingança que este nome não mais descrevia
sua verdadeira natureza e foi-lhe perguntado se gostaria de escolher
um novo nome. Escolheu "Compaixão". Após
a sessão Kate relatou que desde jovem sentia uma raiva e
um desejo para castigar outros que não conseguia descrever
ou discernir de onde vinha. Ela sentiu que esses sentimentos se
transformaram e a deixaram com a entidade.
Sessão
de cliente - Patricia Walsh
Parte
da cura dos apegos espirituais em humanos é levá-los
de volta ao fim de suas vidas de forma que possam ver a verdade
de como chegaram ao seu estado atual. Com algumas entidades não-humanas,
há também uma forma de 'realidade' que eles precisam
ver, começando com como eles vieram a ser. Levando-os de
volta à origem de como vieram a ser, eles geralmente descrevem
ter sua origem nos pensamentos ou ações más
ou raivosas de alguém, ou até mesmo terem sido criadas
através do uso de magia negra. Alguns dizem que vêm
de Satanás, ou até mesmo reivindicam ser ele. No caso
relatado acima, ficou óbvio que o sistema de crenças
da freira da vida passada era de Deus e Satanás como adversários
perpétuos, que é provavelmente a causa da entidade
ter ficado presa nesse ciclo. Conseguir que a entidade se lembre
de como veio a ser também dá pistas ao terapeuta sobre
a natureza da estrutura de crenças limitadoras à qual
está presa. Algumas entidades não se lembrarão
da origem de sua criação, mas dirão que sempre
existiram. Nestes casos não é importante para saber
a origem de sua criação, mas deve-se continuar guiando-a
até que se conscientize de sua verdadeira origem.
Enquanto
as entidades escuras têm diferentes graus de inteligência,
elas são geralmente têm uma idéia fixa e não
são seres muito complexos. Elas costumam apresentar uma qualidade
singular, como 'Vingança' ou 'Raiva', ou 'Ódio'. Estas
são chamadas de 'entidades escuras secundárias’
(Ireland-Frey 1999). Elas não pensaram sobre outras formas
de ser, fora de sua razão limitada para existir. Educá-las
desse modo pode ser decisivo para seu processo de transformação.
Holly veio para sua primeira sessão toda vestida de preto.
Ela comentou que gostava da sensação de poder que
isso lhe dava. Na entrevista emergiu um passado complexo e confuso.
Ela tinha sido abusada repetidamente por seu pai e avô. Ela
fora a única das quatro crianças que lutou contra
e tornou-se a protetor a das outros. Descreveu que após os
vinte anos tornou-se uma predadora sexual como uma dominadora sexual
profissional. Disse que gostava de atacar aqueles que pareciam mais
fracos ou inocentes para envolvê-los naquele estilo de vida.
Tendo feito terapia durante bastante tempo, tinha mudado e já
não estava mais envolvido com isso. Também disse que
freqüentemente acordava aterrorizada à noite sentindo
alguma presença que a assombrava.
Quando
ela se deitou para iniciar a sessão, imediatamente o ar ao
redor dela ficou frio e seu corpo todo enrijeceu. O terapeuta pediu
para falar com essa 'energia fria' diretamente. Ela falou imediatamente,
rindo, e dizendo: "Você não tem nenhum poder sobre
mim". O terapeuta assegurou que não tinha interesse
em ter qualquer poder sobre ele/ela, só queira conversar
um pouco. Agradeceu sua presença e perguntou: "Você
parece amar muito o poder, de onde vem seu poder?" Respondeu
que existia há muito tempo, e acompanhava Holly desde outras
vidas. A terapeuta pediu a Holly para voltar à primeira vida
em que a "energia fria" se uniu a ela. Holly voltou a
uma vida em que era um jovem menino camponês cujos pais eram
abusivos e o forçaram a deixar a casa e ir viver por conta
própria quando tinha apenas 11 anos. Ele partira com raiva,
mas enquanto caminhava pela floresta escura foi ficando muito triste.
Ele desmoronou chorando e tentando saber o que ele ia fazer agora.
Andando de um lado pro outro nervosamente, contemplou suicídio
e afundou mais ainda em seu desespero. No fundo do desespero ele
mudou de repente, parecia ter ficado forte subitamente. Quando foi
levado de volta àquele momento novamente, ele descreveu que
uma energia entrara nele dando-lhe força. "Como se eu
tivesse atravessado uma parede preta, e tudo mudou”.
Eventualmente
ele chegou a uma aldeia onde as pessoas pareciam ver um poder nele
e temê-lo. Ele gostou e usou isso para sua vantagem. Logo
após sua chegada um homem mais velho o ajudou, e tornou-o
seu aprendiz. Este homem era um mestre de calabouço. O menino
cresceu se tornado um torturador e reivindicou realmente gostar
de seu trabalho. Mais adiante em sua vida foi morto por uma insurreição
de prisioneiros e após a morte entrou imediatamente na escuridão.
Ele ficou nesse lugar escuro no pós-morte, e disse que não
via nada, apenas ouvia gritos de tortura. A terapeuta perguntou
se eram os gritos daqueles que ele tinha matado. Cada um deles foi
convidado a falar e expressar sua raiva. Com ajuda da terapeuta
percebem que estavam mortos. Conforme chegavam a um ponto de reconciliação
partiam com familiares que vinham levá-los para o outro lado.
Furiosamente o torturador confrontou a 'energia fria' dizendo: "Você
me fez fazer isso". Foi perguntado à 'energia fria'
se alguma vez considerou fazer outro trabalho? Foi-lhe lembrado
que este é um universo de livre escolha e que seu criador
devia estar controlando-o se não tinha outra escolha. A 'Energia
fria' então ficou muito brava com a idéia de estar
sendo controlada. Foi-lhe sugerido que talvez gostaria de se libertar
daquele controle, encontrar um meio de ter poder por si mesmo…
poder verdadeiro.
O
terapeuta encorajou a 'energia fria' a olhar dentro de si mesma
focalizando mais e mais profundamente seu próprio âmago.
Ela diz ouvir um som distante e é direcionada a segui-lo.
O som fica mais alto e a 'energia fria' entra num ambiente cheio
de luz, dentro de si mesmo, repleto de seres de luz cantando. Fica
estupefata e quieta por algum tempo, fica claro que está
absorvendo essa experiência nova. A 'energia fria' agora se
lembra que veio a ser a muito tempo atrás, através
de uma cantoria. Era o trabalho de uma tribo que a criou para atormentar
e destruir seus inimigos, disse que nascera da luxúria deles
por poder. É perguntado à 'energia fria' de qual som
gosta mais, da cantoria ou do canto dos seres de luz. Ela escolhe
o canto dos seres de luz e parece genuinamente tomada por ele. Holly
relata que lentamente os seres de luz vão se aproximando
e conforme chegam mais perto seu canto fica mais alto e a 'energia
fria' se torna mais morna e mais clara. Nesse momento da sessão
a presença dos seres de luz fica tão tangível
quanto o ar frio tinha estado antes. Era como se mais luzes entrassem
na sala e havia uma qualidade cintilante no ar. Eventualmente a
'energia fria' é completamente transformada e parte com os
seres de luz para um lugar de aprendizagem mais elevado. Dizem-lhe
que também lhe ensinarão a cantar. A terapeuta pediu
a Holly para procurar o espírito do torturador, e ela disse
que ele também partiu com os seres para a luz.
Holly
ficou deitada em silêncio durante aproximadamente 15 minutos.
Ela também estava absorvendo a presença curativa dos
seres. Quando ficou pronta sentou e começou a chorar, não
de tristeza, mas de alegria. Disse que durante toda sua vida havia
escutado as pessoas falarem sobre paz interior, mas nunca soube
o que era. Disse que pela primeira vez experimentara isso e que
lentamente, com essa paz, ia fazer amigos com esse novo espaço
dentro de si. Foi uma mudança profunda para ela, e lhe deu
um senso renovado de propósito de vida e de continuação
de seu processo de cura.
Sessão
de cliente - Patricia Walsh
Trabalhando com Ajudantes Espirituais para Libertar o 'Demoníaco'
Libertar
entidades requer habilidade e experiência por parte do terapeuta
e para que também tenham clareza sobre qualquer medo de tais
seres. O terapeuta deve poder confiar em sua própria intuição
ao identificar a abordagem para provocar a transformação.
A psique do terapeuta se torna uma com o cliente, o que resulta
no cliente prover a orientação do seu ser superior
para o terapeuta. Se o terapeuta ficar sem saber o que fazer, ao
invés de tentar trabalhar de forma lógica, geralmente
pode deixar que sua própria sabedoria interna o guie. Às
vezes, principalmente quando se está trabalhando com entidades
demoníacas e escuras não-humanas o terapeuta perceberá
que a situação está além de sua habilidade
controlá-la. Ele deve parar e referir o cliente a um terapeuta
mais experiente ou pedir a ajuda de espíritos de luz.
As
entidades demoníacas e escuras se alimentam do medo e são
por natureza do contra. Elas gostam de uma boa batalha, luta por
poder e se capitalizam com qualquer medo ou fraqueza presentes no
anfitrião e no terapeuta. Se o terapeuta usar sua vontade
própria ou por medo chamar os ‘Poderosos Anjos Guerreiros’
ou o 'Arcanjo Miguel' ou 'As Legiões do Céu' ou outros
ícones religiosos, ele pode criar bastante energia espiritual
para forçar a saída do demoníaco. Mas isso
é um exorcismo como o praticado por algumas tradições
religiosas e pode simplesmente incitar o demoníaco sem removê-lo.
Sabe-se que alguns terapeutas tiveram experiências de agressões
mentais e emocionais do demoníaco ao tentar isso. É
semelhante a gritar pela janela de sua casa que há um intruso
lá dentro e esperar que gente suficiente que estejam passando
ouçam e venham ajudar. Geralmente o intruso foge e se torna
um intruso na casa de outra pessoa.
É muito melhor pegar o telefone e ligar para o serviço
de emergência que sabe controlar a situação.
No mundo dos espíritos o serviço de emergência
são os espíritos de luz especializados em libertar
entidades, chamados de ' Redentores de Almas Perdidas’ (Newton,
2002). O 'Redentor' reúne a entidade demoníaca ou
escura e transporta-a para seu lugar legítimo, que pode não
ser diretamente para a luz, mas para um lugar de cura e reparação.
A parte principal do terapeuta trabalhando deste modo é ficar
de lado, chamar estes espíritos de luz, e os deixá-los
remover o demoníaco.
Alguns
terapeutas têm conexões amorosas com seus próprios
guias e com esses espíritos de luz. Com o facilitador certo,
uma ligação de comunicação amorosa pode
ser estabelecida entre o terapeuta e os ajudantes espirituais 'Redentores'.
Às vezes pode não ser apropriado o demoníaco
ser removido nesse momento, e o terapeuta precisa assegurar-se de
que essa decisão seja tomada pelo espírito de luz
trabalhando no nível de comunicação da alma
com o cliente.
Peter
tinha cinqüenta anos, era engenheiro de manutenção
autônomo. Assistiu a um seminário durante o qual teve
que trabalhar com outros como parte de um exercício. Um dos
participantes se retirou horrorizado no meio de um exercício
declarando: "Foi como se algo escuro tivesse estendido a mão
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